O Ministério da Saúde voltou a afirmar que o Sistema Único de Saúde (SUS) está plenamente preparado para identificar, monitorar e tratar casos de mpox em todo o território nacional. A declaração ocorre após a confirmação de um novo caso em Porto Alegre e diante do monitoramento internacional feito pela Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre uma nova cepa identificada recentemente na Índia e no Reino Unido.
Situação atual da mpox no Brasil
De acordo com o painel epidemiológico oficial, os casos estão distribuídos nas seguintes unidades da federação:
1 São Paulo: 41 casos
2 Rio de Janeiro: 3 casos
3 Distrito Federal: 1 caso
4 Rondônia: 1 caso
5 Santa Catarina: 1 caso
A maioria das infecções foi registrada no estado de São Paulo, que concentra tradicionalmente maior densidade populacional e fluxo internacional.
Um dado importante que tranquiliza as autoridades é a redução significativa no número de casos em comparação ao ano anterior. No mesmo período de 2025, o país já somava 260 registros confirmados — número pelo menos cinco vezes maior que o atual.
O que é a mpox e como ocorre a transmissão?
A mpox é uma doença viral causada por um vírus da mesma família da varíola. A transmissão ocorre principalmente por:
1 Contato direto com lesões de pele ou fluidos corporais de pessoas infectadas
2 Contato próximo e prolongado (inclusive contato íntimo)
3 Compartilhamento de objetos contaminados
Gotículas respiratórias em interações muito próximas
Diferente da Covid-19, a mpox não apresenta alto grau de transmissão pelo ar em ambientes comuns, o que facilita o controle por meio de rastreamento e isolamento direcionado.
Sintomas: quando procurar atendimento médico?
O Ministério da Saúde orienta que qualquer pessoa com sintomas compatíveis deve procurar imediatamente uma unidade de saúde. Os principais sinais incluem:
1 Erupções cutâneas ou lesões na pele
2 Febre
3 Dor de cabeça
4 Dores musculares
5 Inchaço dos linfonodos (ínguas)
6 Cansaço intenso
As lesões geralmente começam como manchas, evoluem para bolhas e depois formam crostas. O período de incubação varia de 5 a 21 dias.
Pessoas que tiveram contato próximo com casos suspeitos ou confirmados devem informar esse histórico durante a avaliação médica.
Como o SUS está atuando?
O Sistema Único de Saúde mantém uma estratégia estruturada que inclui:
1 Identificação precoce dos casos
2 Testagem laboratorial específica
3 Manejo clínico adequado
4 Monitoramento dos pacientes
5 Rastreamento de contatos por 14 dias
6 Vigilância epidemiológica ativa
O rastreamento de contatos é considerado essencial para interromper cadeias de transmissão e evitar surtos localizados.
Além disso, as equipes de vigilância trabalham em parceria com secretarias estaduais e municipais de saúde para garantir resposta rápida e coordenada.
Nova cepa da mpox preocupa?
A Organização Mundial da Saúde confirmou recentemente a identificação de uma nova cepa na Índia e no Reino Unido. Até o momento, não há evidências de que essa variante esteja associada a maior gravidade ou letalidade.
O Brasil segue monitorando possíveis impactos e mantém protocolos atualizados de vigilância. Especialistas ressaltam que a detecção precoce é a principal ferramenta para evitar disseminação.
Medidas de prevenção recomendadas
A prevenção continua sendo fundamental. O Ministério da Saúde recomenda:
1 Evitar contato próximo com pessoas com lesões suspeitas
2 Não compartilhar objetos pessoais
3 Lavar as mãos com frequência
4 Utilizar álcool em gel quando necessário
5 Manter atenção a sintomas após contato com casos suspeitos
Caso haja suspeita, o ideal é manter isolamento até avaliação médica.
Existe vacina contra mpox?
O Brasil possui estratégias específicas para vacinação em grupos prioritários, conforme disponibilidade de doses e avaliação epidemiológica. A imunização é direcionada principalmente para:
1 Pessoas com maior risco de exposição
2 Contatos próximos de casos confirmados
3 Profissionais de saúde em situação de risco
A vacinação em massa não é recomendada neste momento, pois o cenário epidemiológico está controlado.
Por que os casos diminuíram em 2026?
Especialistas apontam alguns fatores que contribuíram para a queda nos números:
1 Campanhas de conscientização
Maior conhecimento da população sobre sintomas
2 Diagnóstico mais rápido
3 Ações eficazes de rastreamento
4 Experiência acumulada desde os surtos anteriores
A combinação dessas medidas fortaleceu a resposta do sistema de saúde.
Quem deve ter mais atenção?
Embora a maioria dos casos seja leve, alguns grupos devem redobrar os cuidados:
1 Pessoas com imunidade comprometida
2 Pacientes com doenças crônicas
3 Crianças pequenas
4Gestantes
Nesses casos, o acompanhamento médico precoce é ainda mais importante.
O que fazer em caso de suspeita?
1 Procure uma unidade de saúde imediatamente
2 Informe sintomas e possíveis contatos
3 Evite contato físico até avaliação
4 Siga as orientações médicas
O diagnóstico precoce reduz riscos de complicações e impede a transmissão para familiares e colegas.
Conclusão
O Brasil mantém vigilância ativa e estrutura organizada para enfrentar a mpox. Com números significativamente menores em comparação ao ano passado, ausência de mortes e predominância de casos leves, o cenário atual é considerado controlado.
O Ministério da Saúde reforça que o Sistema Único de Saúde está preparado para agir com rapidez, garantindo diagnóstico, tratamento e monitoramento adequados.
Mesmo diante da identificação de nova cepa internacional, o país segue atento e estruturado. A orientação principal permanece clara: ao apresentar sintomas, procure atendimento médico e adote medidas de prevenção.
A informação correta, o cuidado individual e a atuação integrada do sistema público são as principais ferramentas para manter a mpox sob controle no Brasil.